quarta-feira, 11 de maio de 2011

O poeta em mim

O poeta em mim
Se esconde
Se responde
E se disfarça.
O poeta em mim
Se transpassa.
Me toma as mãos
A cabeça e o coração.
O poeta em mim
Sente, pensa
Resolve
E escreve.
O poeta em mim
Se olha no espelho
E vê rosto meio a meio.
Na união de pensamentos
O poeta em mim
Fala, chora, e escreve
Como o poeta em mim que vejo
Que é poeta, mas não sabe.

A elas

Mergulho no mais belo inferno
Só para encontrá-las.
São tão belas,
Tão arrumadas...
Vêem tão singulares
Jogando-me olhares
Desejando em meio às tantas outras
Que eu as escolha. Abusadas!
Falam-me aos ouvidos
Deslizam-se até meus dedos
Entrelaçam-se
E insistem até me enlouquecer.
E são tantas que eu preciso,
E tantas a escolher...
E quando me ganham
Querem logo para o papel correr.
Palavras danadas!
Querem mesmo é me usar
E em meio aos papéis de meus poemas
Se eternizar.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Àguas de minha vida


Você chegou de surpresa

abalou meus caminhos

desabrigou meu carinho

e desabou a morada dos meus sentimentos

aproximou-se rapido como o vento

embaralhou meus pensamentos

me destruiu devagar e lento

levou tudo de um jeito barulhento

e com isso tudo acabou-se, como coisa de momento.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O quarto

As paredes
As janelas
A cama
Os lençóis
Os travesseiros
O olhar
O toque
O calor dos seus braços
Os abraços
Os carinhos
As carícias
O cansaço
O sono
E os sonhos.

O amor

Um buraco
Que enche e esvazia
A todo o momento
Tão incompleto quanto completo
Tão inseguro quanto seguro.

O amor

Um buraco
Que enche e esvazia
A todo o momento
Tão incompleto quanto completo
Tão inseguro quanto seguro.

Flores-cristais


Nada foi visto
Nada foi tocado
São apenas flores de cristais
Guardadas num velho baú
Tão antigas quanto minha vida
E tão feridas pelos golpes de espada
De tua boca provindos.
Pobres Flores!
Agora apenas sangram
Em meio à minh’alma.